Planta Medicinal: Abacate

Nome Científico: Persea americana Miller

Sinonímia Vulgar: Abacate, avocato

Família: Lauraceae

Nome Científico do Abacate:

Persea drymifolia Cham. & Schltdl.; Persea edulis Raf.; Persea americana C. Bauh.; Persea gratissima Gaertn.; Laurus persea L.; Laurus indica Siab.; Persea persea Lock.

Descrição: Árvore elegante, originária da América Central, muito cultivada em Minas Gerais. Caule pouco ereto, de até 20 m de altura, tendo a extremidade superior dos ramos e os brotos amarelados, com pelos ou quase glabros.
Folhas alternas, simples, pecioladas, polimorfas, mas geralmente lanceoladas, acuminadas, agudas, peninérveas, oriáceas, amarelo pubescentes na página superior, enquanto jovens, glabras e raramente pubescentes na página inferior, quando adultas. Flores pálidas ou brancas esverdeadas, muito pequenas, com o perianto persistente, disposto em corimbos.
Ovário piloso e globoso. Fruto drupa, esférica ou piriforme de cores variáveis entre verde amarelo e violeta. Polpa comestível, com alto teor de gordura, de cor verde-amarelada, semelhante à manteiga, muito apreciada, envolvendo a
semente que é globulosa e grande. Multiplica-se por sementes em locais quentes, embora algumas variedades suportem temperaturas baixas. Preferem terrenos sílico-argilosos, férteis e profundos.

Partes utilizadas do abacate
Folhas, sementes, frutos, cascas ou brotos.

Formas Farmacêuticas: 
Decocto, infuso, óleo, extrato-fluido, xarope, tintura ou pó.
O abacate é utilizado como remédio natural para tratar as seguintes doenças:
O óleo essencial tem atividade antibacteriana contra pseudomonas e estafilococos. Os extratos orgânicos das sementes têm atividade contra Escherichia coli, Sarcina lutea e Staphylococcus aureus.
O óleo da polpa tem atividade linfocitária e fagocitária e atividade depressora do sistema nervoso central.
A cultura popular mineira preconiza os seguintes empregos: diurético, colagogo, tem propriedade emenagogas e carminativas. O óleo extraído da polpa do fruto, por sua riqueza em vitaminas, é usado como antirraquítico, vermífugo, peitoral, contra urticárias, cálculo renal, queda de cabelo, infecções das gengivas, diarreia, cefalalgias e hipertensão arterial. Também se usa para fortalecer os dentes e combater a cárie.
O óleo da semente é usado em alcoolatura, em fricções externas, contra dores articulares e reumatismo e a posologia depende do tamanho da semente. Coloca-se a semente picada em álcool, de modo a cobrir a mesma e sobrar um pouco. Deixa-se 7 dias em maceração e depois se aplica a alcoolatura externamente. Foi constatado em experimentos com animais estimulação significativa do útero. Pacientes com artrose, tomando cápsulas da parte insaponificável, tiveram melhoras significativas em 70% dos casos.

Constituição Química do abacate:

A polpa do fruto tem os seguintes ácidos graxos: oleico, linoleico, palmítico, esteárico, linolênico, cáprico e mirístico.
Encontramos também hidrocarbonetos alifáticos saturados, álcoois alifáticos e terpênicos, β-sitoesterol, poliol insaturado, vitamina A, E, tiamina, riboflavina, niacina e ácido ascórbico,vaminoácidos (ácido aspártico e glutâmico) e GABA. Além disso, contém fósforo, ferro.
A semente possui α-tocoferol, pró-antocianidina (biflavonil), hidrocarbonetos derivados esteroídicos e glicídios e uma saponina. O extrato aquoso das folhas contém óleos essenciais e aminas biogênicas, flavonoides (quercetol, catequina, epicatequina e ianidina), um princípio amargo (abacatina), persiteol, perseita e tiramina.

Interações Medicamentosas do abacate:

Associações A ingestão para pacientes que estão recebendo terapia anticoagulante (varfarina) diminui o efeito da droga. Por outro lado, os pacientes que recebem tratamento antidepressivo com inibidores da monoaminoxidase podem sofrer crises hipertensivas devido à tiramina.
As folhas do abacateiro podem ser associadas ao chapéu-de-couro e cana-de-macaco no tratamento de doenças renais.
Contraindicação O chá de suas folhas deve ser evitado para as mulheres grávidas.

Toxicidade do abacate:

A polpa do abacate não é tóxica.
As sementes não são ingeridas. Devido ao uso das folhas como larvicida e inseticida, é necessário usar com cautela as folhas dessa espécie.

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