Critérios para escolha das espécies medicinais.

  • Amplo uso tradicional • Ocorrência na região ou no mercado • Ausência de problemas para obtenção ou produção • Potencial para uso em atendimento primário a saúde • Validação científica parcial ou completa.

Cuidados gerais

  • Usar a planta fresca e de fonte segura.
  • Usar plantas que conhece.
  • Evitar exageros e uso prolongado.
  • Cuidado com a coleta e Manipulação.
  • Evitar o uso na gravidez e lactação.

Uso tradicional se caracteriza por ter sido resguardada ancestralmente pela cultura dos povos de uma determinada região, país ou continente. Ex. uso do guaraná pelos caboclos amazônicos.

Uso popular caracterizado pela difusão de uma informação que se “populariza” , através de diversos meios, seja em conseqüência da emigração ou mesmo pela mídia. Ex. uso do cidreira no Brasil, planta característica da cultura dos povos europeus. Outro ex. uso do ginseng no Brasil, planta característica da cultura dos povos orientais,(PROPLAM 2002).

USO DE PLANTAS MEDICINAIS AO LONGO DA HISTÓRIA

Na Mitologia Persa, Thrita, deus da Saúde, intermediário entre Deus e os homens, recebe o conhecimento sobre plantas curativas. E …ao pé da árvore de folhas amarelas, ensina à um aluno as virtudes das plantas medicinais. Utilizam plantas “odorantes”, que são jogadas ao fogo, para purificar contra as doenças.

Índia: Medicina Ayur Védica – babosa, romã, gengibre, alho, manjericão.

China: Pen t´sao-2.700 aC –7.000 espécies- papoula, canela, ruibarbo.

Egito: Papiro de Ebers- 1000 espécies- coentro, funcho, romã, tomilho, sene.

Grécia: Hipócrates 460 aC- 300 espécies- camomila, alecrim, canela.

Roma: Dioscórides- De matéria médica-78 dC- 600 espécies – salgueiro, mandrágora.

Na história do Brasil, há registros de que os primeiros médicos portugueses que vieram para cá, diante da escassez na colônia de remédios empregados na Europa, muito cedo foram obrigados a perceber a importância dos remédios de origem vegetal utilizados pelos povos indígenas.

Dentro da biodiversidade brasileira, alguns exemplos importantes de plantas medicinais são: Ilex paraguariensis (mate), Myroxylon balsamum (bálsamo de Tolu), Paullinia cupana (guaraná), Psidium guajava (guava), Spilanthes acmella (jambu), Tabebuia sp. (lapacho), Uncaria tomentosa (unha-de-gato), Copaifera sp.(copaíba) (GURIB-FAKIM, 2006).

Segundo o pesquisador, o conceito de uso dos fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica comprovada: “O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar, testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos”, afirma.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que tanto as políticas nacionais como a regulamentação para os produtos oriundos das práticas tradicionais contemplem, entre outros, os conceitos de medicina tradicional e medicina complementar/alternativa.

O decreto presidencial nº 5.813, de 22 de junho de 2006 aprovou a Política nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos cujo objetivo geral é “garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”, o que representa um avanço sem precedente na área da saúde pública no Brasil.

Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, (dezembro de 2008) – Portaria 2960/2008. Objetivo de inserir, com segurança, eficácia e qualidade, plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à Fitoterapia no SUS. O programa busca também promover e reconhecer as práticas populares e tradicionais de uso de plantas medicinais e remédios caseiros.

O Programa de Fitoterapia da Secretaria de Saúde propõe valorizar o uso correto das plantas medicinais, sob orientação, e repassar subsídios científicos tanto para os profissionais de saúde como para a população, realizando um trabalho de educação em saúde.

Utilizar plantas com eficácia e segurança comprovadas, drogas vegetais inscritas em farmacopéias, ou com referências técnicas sobre seus efeitos.

ANVISA RDC n°48- dispõe sobre registro de medicamentos fitoterápicos, trazendo definições e processo de elaboração e lista de 34 fitoterápicos tradicionais.

ANVISA RDC n° 10- 9 DE MARÇO DE 2010

Próximas etapas…

A principal chamada à ação de um possível cliente, como solicitar uma cotação ou pesquisar no seu catálogo de produtos.


Chamada à ação